A REFORMA TRIBUTÁRIA, APROVADA EM 2023, VISA SIMPLIFICAR O SISTEMA TRIBUTÁRIO
Especialistas apontam que 2026 é o marco da maior transformação estrutural do sistema fiscal brasileiro nas últimas décadas. Embora a reforma prometa modernização, analistas dividem-se entre o otimismo pela simplificação futura e o alerta para a complexidade da transição imediata.
Otimismo e Ganhos Econômicos
- Aumento do PIB: Estudos da FGV indicam que a simplificação tributária e o fim da cumulatividade podem elevar o PIB em até 7,9% no longo prazo, ao reduzir distorções setoriais.
- Justiça Fiscal: Especialistas veem a reforma como oportunidade para garantir que todos os setores contribuam de forma mais equitativa e para acabar com a "guerra fiscal" entre estados.
- Competitividade Industrial: A indústria deve se beneficiar com o aproveitamento de créditos fiscais em toda a cadeia, tornando o setor mais competitivo internacionalmente.
Pontos de Alerta e Críticas
- Setor de Serviços: Especialistas da Fecomercio alertam para um possível aumento da carga tributária neste setor, que possui poucos créditos para abater e pode repassar custos aos preços finais.
- Complexidade da Transição: Críticos argumentam que o sistema não trará simplificação imediata. Em 2026, as empresas viverão uma "sobreposição tributária", tendo que operar os impostos atuais (PIS/Cofins, ICMS, ISS) simultaneamente com as alíquotas teste do IBS (0,1%) e da CBS (0,9%).
- Risco Operacional: Consultores enfatizam que 2026 será um ano de alto risco para empresas com processos manuais. A fiscalização será automatizada e o cruzamento de dados ocorrerá em tempo real.
Desafios de Implementação
- Tecnologia e Mão de Obra: Há uma escassez de profissionais qualificados para lidar com a nova arquitetura do IVA Dual. Empresas precisarão investir pesado na atualização de ERPs e sistemas de gestão.
- Adaptação do Simples Nacional: Embora as empresas do Simples mantenham seu regime, especialistas alertam para a necessidade de atenção redobrada na competitividade, já que o aproveitamento de créditos por seus clientes mudará.
Em suma, o consenso entre especialistas é que, embora o destino final seja um sistema mais eficiente, o caminho em 2026 exigirá uma gestão tributária estratégica para evitar perdas financeiras e erros de compliance.